Óquei. Em uma dessas noites de "insônia" numa segunda-feira qualquer, parei pra assistir a Sessão Brasil que dá na Rede Globo semanalmente e tentei assistir um filme brasileiro.
Nomeado por Bodas de Papel, o filme foi escrito pelo cineasta André Sturm e tem uma história MUITO interessante. Baseada em uma cidade fictícia chamada Candeia, no interior de São Paulo no qual havia sido abandonada pelos moradores porque haviam previsões de uma nova hidrelétrica que inundaria a região, com o tempo os novos e antigos moradores reestabeleceriam o lugar porque o projeto havia sido abandonado. Portanto, comprariam de volta as casas que venderam e montariam de novo seus negócios...
E é a partir daí que surge uma história de amor entre Nina (Helena Renaldi) e Miguel (Darío Grandinetti).
Tá, explicarei melhor o lance deles dois.
Nina foi criada em Candeia e agora volta para gerir o hotel da cidade, com o arquiteto argentino Miguel (Darío Grandinetti), que apareceu por lá para ajudar na renovação da casa de uma cliente. O insólito caso da cidade que ressuscitou é o que desencadeia o encontro dos dois, e a partir daí, como tema dominante, a "questão Candeias" cede espaço à história de amor.
O escritor do filme e seus co-roteiristas destacaram bastante essa ideia de construir uma nova história. Quando o Miguel já se tornou conhecido em Candeias ele ganhou um apelido do dono do botéco. Se tornou mais familiarizado com todos daquela região. E, ao mesmo tempo, incentivou a Nina a montar uma galeria no hotel que ela pretendia reabrir (já que ela pinta aquarelas - tanto a galeria quanto os quadros em si são uma forma de registrar experiências). E nessa forma, ela transmite qualquer lembrança vivida em todos os momentos bons no qual ela passara ali.
O Miguel fica naquela função de ter que voltar pra SP durante a semana e aos "findis" passar suas horas livres com a Nina, em Candeias.
E, de repente, ocorre uma fatalidade no filme (no qual eu não irei contar) e acaba tornando a história um pouco mais emotiva.
Enfim, o filme é RECHEADO de emoções, palavras muitíssimas verdadeiras, lições de vida, contos estranhos porém reflexivos e acredito que vale a pena assiti-lo.
Meus créditos vão para o site: http://www.omelete.com.br/ por ter me ajudado um pouco a lembrar alguns pontos pra saber explicar a história do filme e quando eu achar um site pra fazer o download do filme... postarei aqui certamente! ;)
(Tá, confesso. Faltando mais ou menos uns 15 minutos pr'o filme acabar eu chorei...)
E agora, vai os diálogos que eu mais gostei:
*Tomando café da tarde na casa de uma senhora*
Nina diz: O Miguel não gostava muito do café que eu fazia.
- Ele disse isso?
- Não! Mas, não mostrava gostar tanto.
- Ah, bommmm. Se meu falecido marido dissesse que não gosta do café que eu faço, eu colocaria ele pra rua!
- Tenho certeza que não!
- É, tem razão. Eu não o colocaria...
... porque está triste?
- Porque eu sinto falta dele!
- Nina, aprende uma coisa... tudo na vida tem o seu tempo. Aprende isso comigo, que já vivi tanto.
...
*Nina conta uma história ao Miguel e não a termina*
Miguel diz: Porque você nunca me conta até o fim?
Nina diz: Porque eu tenho medo que você vá embora depois que o souber.
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