sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Minha única certeza.

Falar da pessoa que eu mais amo na vida talvez não seja assim tão fácil. E, acho que, pela tamanha importância que ela possui na minha vida, eu não saiba explicar com palavras aquela saudade que tá aqui dentro de mim.
O meu maior exemplo de vida, a pessoa mais digna de recordações agradáveis desse mundo, a pessoa que se eu pudesse, evitaria até que a morte chegasse, pois eu sei o QUÃO dolorosa será essa parte.
Quero poder te ter pra sempre dentro de mim, gostaria de te re-encontrar milhões e milhões de vezes pra eu simplesmente saciar essa saudade indescritível.
Poder dormir naquele quarto quentinho ouvindo aqueles roncos, dar aquele cheirinho no pescoço e um beijão na bochecha pela manhã, admirar o jeito de comer banana com a comida, o jeito de ter paciência pra me ensinar a fazer crochet, o jeito de falar sozinha, o jeito de colocar comida pros passarinhos, o jeito de brigar com as crianças fazendo barulho na avenida, o jeito de chamar a minha mãe pra tomar um café quentinho, o jeito de dizer: "ôh, minha querida!, o jeito de me fazer rir depois de ter brigado comigo, o jeito de tentar me agradar, o jeito de não deixar minha mãe me bater, o jeito de falar mil palavrões, o jeito de fazer coisas engraçadas que fazem nós rirmos até a chorar... E eu só queria toda essa rotina de novo.
Poder admirar tudo isso e poder ficar perto dessa pessoa que eu amo mais que qualquer coisa nessa vida. E ainda poder dize-la todos os dias a tamanha importância que possui aqui dentro de mim.
Tenho certeza que melhores dias virão, não consigo entender o porque de tudo estar sendo tão difícil pra sra., talvez a melhor maneira de se viver a vida não esteja mais nesse mundo e todos aqueles que lhe fizeram/fazem mal não terão uma vida próspera - digna de bons resultados.
Acho que o que mais me admira é aquele jeitinho de sorrir contente e chorar de emoção por nos vermos.
Vó, eu te amo demais e essa é a maior certeza da minha vida.


Terezinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Tereza deu a mão

Quanta laranja madura
Quanto limão pelo chão
Quanto sangue derramado
Dentro do meu coração

Terezinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração

Da laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Do moreno mais bonito
Quero um beijo e um abraço

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